Villar Mayor

No topo da elevação, o castelo leonês, com uma torre de menagem acrescentada por D. Dinis. Dezenas de marcas de canteiro identificam muitos dos seus construtores e o escudo real a sua autoria portuguesa.

Na encosta, junto ao castelo, foi encontrada, nos anos cinquenta, uma espada de bronze, exposta hoje no Museu da Guarda. Mais abaixo, junto ao Museu, um painel de gravuras na rocha ajuda a atestar a antiguidade do povoamento local.

O rio Cesarão envolve esta elevação, cavando nas rochas curiosas “marmitas de gigante” e percorrendo uma importante zona de carvalho negral.

História Breve

Os limites do termo de Vilar Maior conhecem-se por uma carta do rei Afonso IX, de Leão, datada de 1227. Fez parte deste reino até à sua integração definitiva em Portugal, com a conquista por D. Dinis e assinatura do Tratado de Alcanizes, em 1297.

A sua muralha será de meados do século XI / início do século XII, tendo sido envolvida, em 1280, por uma segunda cintura, para maior proteção dos habitantes. Em 27 de novembro de 1296, D. Dinis concedeu-lhe carta de foral e acrescentou ao castelo a torre de menagem.

Ao longo dos séculos, vários reis se interessaram pelo estado da fortificação, tendo recebido intervenções no tempo de D. Fernando, D. João I e D. Manuel I. Este renovou o foral da vila, em 1 de junho de 1510, época de que datará o pelourinho, que podemos encontrar num largo na zona baixa de Vilar Maior.

Para uma Visita

A vila fez parte do Reino de Leão até à sua conquista por D. Dinis. Com a integração no território nacional, em 1297, o monarca reforçou o castelo com a torre de menagem adossada. No seu interior, existiram edifícios até ao século XVII, recentemente escavados. No exterior, ainda se podem encontrar alguns vestígios de uma barbacã, que ajudava a proteger a muralha.

Ao caminhar em direção às primeiras casas, encontram-se as ruínas da igreja medieval de Santa Maria do Castelo e, mais abaixo, a igreja matriz, para onde foi levada a antiga pia batismal de Santa Maria do Castelo.

As casas da zona mais alta tiveram a proteção de uma segunda muralha, hoje desaparecida, à exceção de um pequeno troço junto ao Museu de Vilar Maior. Este ocupa um edifício onde funcionou, até à extinção do concelho no século XIX, a Câmara Municipal, tribunal e prisão. Num afloramento rochoso a sul do museu, existe um painel com gravuras provavelmente da Idade do Bronze Médio (há 3500 – 4000 anos).

Com o tempo, a aldeia foi-se espraiando pela zona mais plana, na base da elevação. Aqui, encontramos dois solares no Largo das Portas, podendo um deles datar do século XV; o pelourinho; a igreja da Misericórdia e uma ponte medieval sobre o rio Cesarão.